Integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atribuíram a falhas de alimentação dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) a crise gerada pela divulgação da alteração de milhares de seções eleitorais a poucos dias do segundo turno das eleições. Após dados do sistema apontarem a mudança em 4.289 seções no último sábado, 17 de outubro, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou um pente-fino em todas as corregedorias estaduais para checar as informações.
A varredura revelou duplicidade de dados e inconsistências no sistema, como nomes incorretos de colégios e eleitores vinculados a seções erradas. Com a correção dos dados, o TSE informou que as alterações reais se restringem a 448 seções eleitorais distribuídas por 143 locais de votação em todo o país. O presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, orientou que transferências de seções sejam mantidas exclusivamente em casos de extrema necessidade, motivados por fatores como eventos climáticos extremos, problemas de infraestrutura nos prédios ou segurança pública.

