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segunda-feira, maio 20, 2024

Simone Tebet aceita assumir Ministério do Planejamento

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) decidiu aceitar assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento no governo do presidente diplomado Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após incertezas nos últimos dias envolvendo a possibilidade de que a pasta abrigasse também bancos públicos.

O desenho da pasta teve idas e vindas durante reuniões ontem. No começo da manhã, aliados da senadora afirmavam que ela havia conseguido manter sob seu comando o comitê gestor do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos).

Mas membros do PT deram declarações que colocaram em dúvida o formato do ministério e que indicavam um possível enfraquecimento de Tebet no PPI, o que inclusive gerou reações do MDB.

No fim da tarde, os dois lados passaram a dizer que o PPI terá uma gestão compartilhada entre Planejamento, Fazenda e Casa Civil —o que indica que tanto Tebet como os ministros das outras duas pastas terão influência sobre o programa.

Enquanto o Planejamento trabalharia em parceria com a Fazenda e cuidaria de planos, diagnósticos e metas do PPI, a Casa Civil teria um papel de acompanhamento e de gestão política do programa.

De acordo com relatos Tebet concordou com o modelo. Além disso, Tebet terá entre suas secretarias as áreas de investimentos estratégicos e coordenação de estatais. Com isso, ela poderá participar da discussão sobre investimentos prioritários do governo federal em conjunto com a Casa Civil, que irá coordenar e monitorar o tema.

O desenho foi corroborado no fim da tarde por diferentes integrantes do futuro governo após Alexandre Padilha, próximo titular das Relações Institucionais, abrir margem para dúvidas sobre o destino do PPI ao destacar em entrevista que o natural seria o comitê gestor do programa ficar na Casa Civil. “O presidente Lula considerou o Ministério do Planejamento pela importância que tem, o papel que tem de acompanhamento das ações do governo, de participar do comitê gestor de programas prioritários do governo que são coordenados pela Casa Civil, e considerou que a senadora Simone Tebet é um nome adequado para isso. Fez o convite e recebeu a sinalização positiva por parte dela”, afirmou Padilha. Membros do MDB, no entanto, entraram em contato com o PT para verificar as declarações. No fim da tarde, o desenho comentado pelos envolvidos é que haverá a gestão compartilhada do PPI.

*A notícia completa está na versão impressa do Jornal da Manhã.

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