O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve para esta terça-feira (6 de outubro de 2026) o início da discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho 6×1. O avanço da pauta ocorre em um cenário político desafiador para a base governista, pressionada pela diferença de votos a favor de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno presidencial e pelo fortalecimento do PL, que elegeu 19 senadores e formará a maior bancada da Casa a partir de 2027. Para ser aprovada, a medida que reduz a carga horária semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial exige o voto favorável de 49 dos 81 senadores em dois turnos.
Enquanto o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, tenta articular um acordo para viabilizar a tramitação célere ainda nesta semana, setores empresariais do comércio, serviços e indústria iniciaram mobilização para esvaziar o quórum de votação. Líderes da oposição, como o senador Carlos Portinho (RJ), apontam que o governo está fragilizado pelo resultado das urnas e enfrentará dificuldades para reunir o apoio necessário, cenário também influenciado pelas negociações para a futura mesa diretora do Senado e pela pressão de bancadas menos vulneráveis após o pleito.

