O combate à violência contra a mulher segue sendo um dos principais desafios dos órgãos de segurança. Segundo dados do 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado ontem, o Brasil registrou 1.492 feminicídios em 2024, o que equivale a 4 mulheres mortas por dia em razão de seu gênero.
Em entrevista ao JM, a diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam) do Rio Grande do Sul, a delegada Waleska Aline Viana de Alvarenga, destaca a importância da atuação da polícia no combate a este tipo de violência. Natural de Ipatinga, Minas Gerais, Waleska está há quase dois meses à frente da Dipam, órgão responsável por coordenar as ações das Deams gaúchas. Ela é graduada em Direito e pós-graduada em Direito Penal e Processo Penal. Como delegada da Polícia Civil, esteve recentemente a frente da Deam de Bagé.
“O feminicídio, a violência contra a mulher, é algo estrutural da sociedade, que surge a partir do machismo e do patriarcado, que domina a vários e vários anos. Por isso, é algo que está muito enraizado e precisamos trabalhar com as crianças, adolescentes e jovens. Nós temos também que chegar em alguns homens, que podem ter aprendido desde pequenos que não podem chorar, que têm de ser fortes, e muitas vezes vão exercer essa ‘força’ na base da violência. Então, é um assunto muito complexo, nós precisamos envolver toda a sociedade”, explica a delegada.
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