No contexto da nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), instituída pela Lei nº 15.506 em setembro, as chamadas terras raras ganham evidência na economia global e na pauta brasileira. Essenciais para a transição energética, a tecnologia moderna e a miniaturização de dispositivos como smartphones — devido a elementos como o neodímio —, esses 17 minerais formam o foco das pesquisas desenvolvidas pelo professor de Geologia da UFRGS, Edinei Koester, que estuda o tema no Rio Grande do Sul desde 2010.
Atualmente, a presença de terras raras já foi confirmada em três municípios gaúchos: Caçapava do Sul, Lavras do Sul e Bagé. Além desse eixo, o pesquisador aponta que a faixa entre Porto Alegre, Pelotas e São Gabriel possui expressivo potencial, com destaque para o Morro Santana e o Morro Teresópolis na Capital, onde solos formados pelo intemperismo de rochas podem abrigar concentrações desses elementos. Em contrapartida, regiões como a Serra Gaúcha, Uruguaiana e Frederico Westphalen foram descartadas por suas características geológicas. O trabalho universitário enfrenta desafios estruturais, como a escassez de verbas para manutenção de equipamentos de alto padrão e a dificuldade em reter mão de obra especializada.

