Cruz Alta já foi a única cidade da Região Norte do Rio Grande do Sul. Afinal, foi dela que se emanciparam mais de 200 dos 497 municípios gaúchos. Entretanto, com o tempo, ela foi superada economicamente pelas cidades que gerou. E, hoje, figura em quarto lugar no ranking do Produto Interno Bruto (PIB) da macrorregião Norte do Estado. Mesmo assim, é um local que tem se desenvolvido — e possui potencial para isso. Entre os diferenciais, um dos principais é a logística, conforme defende a prefeita de Cruz Alta, Paula Librelotto (MDB). Ao lado de Santa Maria, é a única cidade gaúcha que opera com rodovias, ferrovia e aeroporto. Fator, inclusive, que foi crucial na escolha pelo município do Alto Jacuí para a instalação do grande empreendimento da Soli3, uma indústria de processamento de grãos formada pela união entre as cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal que contará com um investimento de R$ 1,25 bilhão. A cidade é, ainda, conhecida por ser o berço do escritor Erico Verissimo e de diversas personalidades históricas. A isso, soma-se o fato de ser um importante centro cultural, com um dos maiores carnavais do Rio Grande do Sul e o festival tradicionalista Coxilha Nativista. O turismo nesse sentido tem sido estimulado pela prefeitura. Mas Paula também afirma querer atrair turistas pela religião, com a construção da maior cruz visitável do mundo.

