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terça-feira, junho 18, 2024

Onda de calor exige atenção e cuidados

O verão inicia daqui exatamente duas semanas, no dia 21 de dezembro, mas o calor característico desta estação já abrange o Rio Grande do Sul e a tendência é que ele seja ainda mais forte nos próximos dias. Os termômetros no Estado podem marcar temperaturas acima dos 40ºC no final de semana que se aproxima. As informações são da Metsul Metereologia.

Máximas ao redor ou acima de 35ºC são esperadas na maioria das regiões com marcas de até 40ºC na Fronteira Oeste e no Noroeste. De acordo com a MetSul, o sol predomina no estado com índices UV muito altos a extremos. Nuvens, contudo, aparecem na maioria das localidades ao menos em parte do dia.

O fenômeno foi motivo de alerta emitido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Com as altas temperaturas previstas a umidade relativa do ar tende a baixar. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o nível ideal de umidade é entre 60% e 80%. Até domingo, porém, a previsão é de que o índice fique entre 12% e 20% no Rio Grande do Sul, níveis considerados de estado de alerta pelos meteorologistas. Médicos chamam a atenção para a possibilidade de desidratação e agravamento de problemas respiratórios.

A umidade relativa do ar precisa de algumas variáveis para ser calculada. Segundo a meteorologista da Climatempo Maria Clara Sassaki, o cálculo é feito em estações meteorológicas, com base na temperatura mostrada no termômetro e a do bulbo úmido, tipo de medida que identifica a evaporação da água no ar. “Quanto menor o nível, mais crítica a situação”, destaca Maria Clara.

Ela defende que níveis entre 12% e 20% não são incomuns. “Quando falamos de ondas de calor, já é esperado que a umidade relativa do ar seja menor de 20%. Para situações de calor no Rio Grande do Sul, não é novidade.

Conforme os valores se afastam do considerado ideal pela OMS, é possível sentir alguns efeitos na saúde. A pneumologista Simone de Leon Martini cita alguns: agravamento de problemas respiratórios, como sinusite, rinite e asma; doenças inflamatórias, como amigdalite e faringite; dor de cabeça; e, é claro, desidratação. Em conjunto com o último, o risco de desmaios e problemas cardíacos, alerta a médica. “O ar seco causa ressecamento nasal, o que pode causar coceira no nariz e nos olhos, rouquidão, sangramento nasal e aumenta a percepção dos sintomas das condições como rinite, sinusite, amigdalite e faringite”, lista a especialista.

  • Tomar, pelo menos, dois litros de água
  • Não fazer atividades físicas ou trabalhos ao ar livre das 10h às 16h
  • Evitar tomar banhos quentes
  • Umidificar ambientes, com umidificadores ou vaporizadores, ou colocando toalhas molhadas ou bacias de água perto de janelas abertas
  • Dar preferência ao umidificador ao invés de ares condicionados e ventiladores
  • Se precisar usar ar condicionado, colocar bacias de água próximas ao aparelho para diminuir o ressecamento que o eletrodoméstico causa
  • Prestar atenção em crianças e idosos para garantir que estejam bem hidratados
  • Utilizar soro fisiológico para lavar as narinas caso sinta ressecamento nasal
  • Colocar lubrificante ocular nos olhos caso sinta ressecamento ou coceira
  • Evitar aglomerações em lugares fechados

    *A notícia completa está na versão impressa do Jornal da Manhã.

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