Nesta semana, os Estados Unidos passaram a aplicar uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos importados que não estejam cobertos por isenções. A medida veio após a derrubada das tarifas anteriores, que eram de 50%, pela Suprema Corte americana, na sexta-feira passada. O presidente Donald Trump havia anunciado, no mesmo dia, uma taxa global temporária de 10% e, no dia seguinte, ameaçado aumentar a tarifa para 15%. No entanto, na última terça-feira, um aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) confirmou que as tarifas seriam de apenas 10%. Para o JM, o analista de mercado, Argemiro Brum, afirma que diversos setores produtivos do Brasil passaram a perder menos com esta tarifa adicional, levando em consideração a derrubada das tarifas anteriores, que era de 50% para um grande conjunto de produtos exportados. Além disso, Brum também ressalta que a competitividade das exportações brasileiras pode aumentar significativamente em relação aos outros países, já que agora praticamente todos serão tarifados no mesmo percentual. “No geral, então, por estar com uma tarifa anterior das mais elevadas do mundo, agora o Brasil é o país mais beneficiado pela redução das mesmas ao nível de 10%”, afirma o analista

