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terça-feira, junho 18, 2024

Moradores sofrem com falta de água

As fortes ondas de calor não têm poupado a comunidade, que sofre com as altas temperaturas e busca forma de se refrescar. O banho é uma das alternativas para manter o corpo fresco e diminuir a sensação de calor, contudo, é uma realidade difícil para moradores da Rua Euclides da Cunha, no bairro Alvorada, que sofrem com a falta de água em suas casas.

A reportagem do JM esteve no local conversando com os moradores, que relatam as dificuldades encontradas pela falta de água para beber, tomar banho, lavar roupa e, até mesmo, fazer um chimarrão nas manhãs.

Marilise Rusticki conta que a situação acontece há anos, mas tem se agravado nos últimos meses. “A gente não consegue nem tomar um banho decente ou lavar roupa. A minha máquina de lavar estragou de tanto tentar puxar água.”

Segundo a comunidade a água para de correr nas torneiras logo de manhã, entre 9h30 e 10h. O retorno ocorre na parte da noite. Os moradores já acionaram a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), que promete 24h para verificar a situação, mas até o momento nenhuma providência foi tomada.

Evandil Graminha, também morador da rua, destaca que os serviços de casa são atrasados pela falta de água. Contudo, frisa que o pagamento da conta de água está sempre em dia, o que revolta não apenas a ele, mas aos demais moradores que passam pelo problema. “Até hoje a Corsan não deu satisfação para a gente e eu moro aqui há cerca de 20 anos, nunca foi resolvido.”

A situação precária também atinge Sabrina Ferreira, que tem crianças em casa. “Você tem que contar os minutos para tomar banho. Esses dias só consegui dar banho nos meus filhos.” Ela conta que precisa, muitas vezes, restringir a brincadeira das crianças, para que não se sujem, devido à dificuldade para tomar banho. A preocupação de Sabrina é a mesma de Marilise, a danificação na máquina de lavar. Segundo ela, quando a pressão da água começa a enfraquecer, os registros já têm que ser desligados. “Na hora do pagamento é tudo certo, mas na hora de receber o serviço não temos água.”

Marli Canabarro é moradora do bairro há mais de 25 anos. No momento em que a reportagem do JM estava no local, ela fez a coleta de água para o dia. Marli tem crianças em casa e, assim como Sabrina, precisa cuidar para que não se sujem. “Todos os moradores da rua passam por esse problema, chegam em casa e não conseguem tomar banho.”

A Rua Euclides da Cunha abrange, além dos domicílios, escolas, igreja e o posto de Saúde do bairro.

*A notícia completa está na versão impressa do Jornal da Manhã.

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