Em coletiva concedida nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, o Ministério da Saúde projetou um aumento expressivo nos casos de arboviroses como dengue e chikungunya para o ano de 2027, impulsionado pelos impactos do fenômeno climático El Niño sobre o clima nacional. A estimativa inicial do governo federal aponta para uma elevação de 20% a 40% nas ocorrências de dengue, cenário respaldado por estudos da Fiocruz que projetam aumentos ainda mais severos em cenários de El Niño forte, com altas de até 138,2% na Região Sul. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a intensificação das infecções combina o fator climático com a maior suscetibilidade da população decorrente da baixa circulação de determinados sorotipos nos últimos dois anos. Diante dessa perspectiva de agravamento epidemiológico, o ministro declarou que a pasta trabalha para reavaliar a segurança da vacina Butantan-DV — que teve sua aplicação temporariamente suspensa no mês de junho após a notificação de reações adversas severas —, com o objetivo de autorizar o retorno do imunizante ao Sistema Único de Saúde (SUS) no próximo ano, assim que os pareceres técnicos do comitê de especialistas forem concluídos. Por fim, a comitiva do Ministério da Saúde confirmou que apresentará as estratégias de adaptação da rede pública frente às mudanças climáticas durante a programação da COP31, evento internacional previsto para ocorrer de 9 a 20 de novembro na Turquia.

