Na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania nacional e caracterizou as próximas eleições brasileiras como um embate decisivo entre a democracia e o autoritarismo. Em um pronunciamento de cerca de 22 minutos, o mandatário brasileiro condenou a ingerência externa em processos eleitorais e criticou posturas protecionistas, o uso de tarifas comerciais como ferramenta de coerção e a oposição à regulação das redes e da inteligência artificial.
Apesar de não mencionar nominalmente o presidente americano Donald Trump, Lula direcionou recados explícitos sobre a política externa na América Latina, afirmando que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”. O discurso abordou ainda o combate ao crime organizado, a cooperação internacional sem perda de autonomia e defendeu pautas sociais e econômicas como a ampliação do crédito, o fortalecimento do salário mínimo e a regulação de plataformas digitais.

