Ele reconhece que quem escreve nunca é o mesmo com o passar dos anos. Cada época de nossas vidas tem uma linguagem própria, um jeito muito específico de dizer e contar sobre o mundo. Essas e outras impressões de vida fazem parte de uma série de reflexões que o escritor catarinense oferece por meio da sua literatura, ensaios que se pode sentir como um questionamento até mesmo sobre a infelicidade. “A infelicidade é um grande tema”, garante ele, empenhado na compreensão sobre o que fazemos em nossos dias a dias e que a promove, ao invés de erradicar com ela. E foi em nome dessa sua felicidade que ele ousou largar alguma estabilidade no emprego como professor universitário e se lançar ao ofício de escrever e sobreviver dessa escrita. Tezza sabe perfeitamente que existem milhares de outras opções mais seguras que não a de escritor e entende perfeitamente quem precisa optar diferente. É a maturidade, diz ele, que permitiu esta escolha, agora aos 73 anos. Ele conta que gosta de escrever pela manhã, cochilar no começo da tarde e ler o resto da tarde inteira. Para a noite, reserva filmes. Premiado pela Academia Brasileira de Letras com o Prêmio Machado de Assis e vivendo em Curitiba, se dedica ao seu mais recente trabalho, ainda sem título. Tem mais de 30 livros publicados.

