O governo do Estado do Rio Grande do Sul divulgou nesta semana um boletim epidemiológico com dados sobre lesão autoprovocada e suicídio. Os números apontam que a realidade gaúcha segue preocupante, com a taxa estadual praticamente dobra a média nacional, e várias regiões apresentam índices muito acima da média.
Entre as Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) com maiores taxas de mortalidade por suicídio estão a 9ª CRS, de Cruz Alta, com 31 óbitos e taxa de 26,40 por 100 mil habitantes; a 13ª CRS, de Santa Cruz do Sul, com 77 óbitos e taxa de 23,88; a 2ª CRS, de Frederico Westphalen, com 42 óbitos e taxa de 23,57; a 12ª CRS, de Santo Ângelo, com 61 óbitos e taxa de 23,24; e a 17ª CRS, com sede em Ijuí, que registrou 51 óbitos e taxa de 23,69 por 100 mil habitantes.
O levantamento também destacou os municípios com as maiores taxas parciais em 2024, considerando apenas cidades com mais de 50 mil habitantes. Venâncio Aires aparece em primeiro lugar, com 22 mortes e taxa de 33,81. Em seguida, estão São Borja, com 13 óbitos e taxa de 23,16; Sapiranga, com 16 óbitos e taxa de 22,56; e Ijuí, que registrou 18 óbitos, também com taxa de 22,56 por 100 mil habitantes.
Em entrevista ao JM, o coordenador da 17ª CRS, Marco Atkinson, reforçou que o tema, apesar de delicado, precisa ser tratado como prioridade de saúde pública. Segundo ele, o suicídio é trabalhado de forma técnica e reservada dentro da saúde pública, com análises e ações voltadas à prevenção. “É uma pauta bem sensível, tanto que ela não vem muito a público, mas não deixa de ser tratada como saúde pública. Nós temos, na região, números expressivos, e Ijuí está entre os municípios com maiores índices no Estado. O trabalho ocorre internamente, com acompanhamento dos casos, apoio às famílias e programas que possam minimizar o problema”, afirma.
A noticia completa está na edição impressa do Jornal da Manhã.

