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terça-feira, julho 16, 2024

Homenagens marcam 10 anos da tragédia

Santa Maria, 27 de janeiro de 2013. Tudo levava a crer que o dia amanheceria bonito, ensolarado. Seria mais um dia comum, um domingo comum, durante o período de férias da faculdade, da escola e do trabalho de muitas famílias. Aquele domingo, porém, ficou marcado pela dor, pelas lágrimas e por um sentimento de impunidade que não cessa.

Hoje, completando 10 anos da tragédia da Boate Kiss, que matou 242 pessoas e deixou 600 feridos, o sofrimento das famílias envolvidas – direta e indiretamente – segue, principalmente pela impunidade dos responsáveis. Em Ijuí, sete vidas foram perdidas. Sete jovens com futuro inteiro pela frente: Fernanda de Lima Malheiros, Allana Willers, Linccon Turcato Carabadgialle, Thiago Amaro Cechinatto, Helena Poletto Dambros, Marcos Rigoli e Robson Van Der Ham.

O drama começou por volta de três horas da manhã do dia 27 de janeiro de 2013, quando o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, acendeu um objeto pirotécnico dentro da boate, em Santa Maria.

A espuma do teto foi atingida por fagulhas e começou a queimar. A fumaça tóxica fazia as pessoas desmaiarem em segundos. O local estava superlotado, não tinha equipamentos para combater o fogo, nem saídas de emergência suficientes. Morreram pessoas que não conseguiram sair e outras que tinham saído, mas voltaram para ajudar.

Durante toda esta semana, homenagens foram e estão sendo prestadas às vítimas. Em Santa Maria, no local onde ocorreu a tragédia, as intervenções iniciaram na quarta-feira e vão se estender até amanhã. No trecho, foi montado um palco para vigília e ações de homenagem em frente ao prédio onde funcionava a boate.

Entre as atividades, estão sendo feitas acolhidas e conversas com artistas, pesquisadores e advogados, organizadas pela Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) em conjunto com o Coletivo Kiss: Que Não Se Repita e o Eixo Kiss do Coletivo de Psicanálise de Santa Maria.

A primeira ação teve início na quarta, por volta das 19h, na Praça Saldanha Marinho. Sobreviventes, pais, familiares e amigos das vítimas realizaram uma intervenção com colagem de fotos e de frases, nas calçadas do trajeto entre a tenda da AVTSM na Praça, e o prédio onde funcionava a boate.

*A notícia completa está na versão impressa do Jornal da Manhã.

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