O senador Flávio Bolsonaro reagiu nesta sexta-feira (15) às críticas feitas pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, após a divulgação de áudios e mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O episódio ampliou o desgaste entre lideranças da direita e expôs divergências entre possíveis aliados para a disputa presidencial de 2026.
A controvérsia começou após reportagem publicada pelo site Intercept Brasil revelar conversas em que Flávio Bolsonaro se refere a Vorcaro como “irmão” e solicita recursos para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a publicação, o empresário teria destinado R$ 61 milhões ao projeto audiovisual articulado pelo senador.
A Polícia Federal apura se parte dos recursos teria sido utilizada para custear despesas do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A investigação ocorre em meio ao aumento da pressão sobre integrantes do núcleo político bolsonarista.
Após a divulgação do caso, Romeu Zema criticou publicamente Flávio Bolsonaro e afirmou que a conduta atribuída ao senador seria incompatível com o discurso adotado pela direita contra práticas frequentemente associadas ao PT.
Em resposta, Flávio afirmou que o governador mineiro se precipitou ao comentar o caso antes de conhecer todos os detalhes da relação com Daniel Vorcaro.
O senador também negou qualquer irregularidade envolvendo o financiamento do filme e declarou que o contato com o banqueiro ocorreu dentro de uma busca por investidores privados para o projeto cinematográfico.
Nos bastidores da direita, o episódio é visto como mais um fator de tensão entre grupos que disputam espaço no eleitorado conservador visando as eleições de 2026. Enquanto aliados de Jair Bolsonaro tentam minimizar o impacto político da situação, integrantes de outras siglas avaliam que a polêmica pode gerar desgaste no discurso anticorrupção defendido por setores da oposição ao governo federal.

