As feiras das agroindústrias familiares caíram no gosto do freguês e do vendedor. Levantamento inédito feito pela Secretaria de Desenvolvimento Rural com 3.192 empreendimentos que integram o Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF) mostra que 55% participaram da comercialização nesses espaços e outros 43% têm interesse em colocar seus produtos nessa grande vitrine.
— Neste ano, estaremos com o pavilhão das agroindústrias familiares em mais de 160 eventos, e o pavilhão virou o queridinho, o lugar mais visitado, e tem sido um grande atrativo justamente pela demanda, pela diversidade, pela criatividade — destacou Eugênio Zanetti, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag-RS), no Campo em Debate, na Casa RBS.
A atividade agroindustrial já tem, para 85% dos entrevistados no censo, uma importância alta ou muito alta na geração de renda do estabelecimento.
— Quando falamos em agroindustrialização, para além do agricultor, a gente está falando em alguém que, além de plantar, empreende, se arrisca. Então, estamos falando de pessoas que têm um perfil de empreendedorismo importante — destacou o secretário de Desenvolvimento Rural do Estado, Gustavo Paim.
E, apesar do levantamento apontar ainda uma predominância masculina na gestão dos empreendimentos (56%), o titular da pasta destacou a fatia sob liderança das mulheres: 44%.
No pavilhão da Expointer, que tem nesta edição uma marca histórica de 509 agroindústrias familiares, 179 são comandadas por mulheres. E 265, por jovens.
Entre essas agroindústrias, estão histórias como a de Rafaela Albuquerque. Ela conta que deixou para trás a carreira de técnica de enfermagem para construir, com a família, a Sabores do Rancho, laticínio artesanal que fica em Estância Velha e agregou o turismo rural ao menu de opções — a atividade é uma realidade em 21% das propriedades do Estado.
— Faz três anos que eu dei o primeiro passo (no turismo rural), como estamos próximos da Região Metropolitana, facilita as visitações. Como a propriedade é muito pequena, optamos mais pela parte de gastronomia. Produzimos um leite maravilhoso, e foi esse objetivo de levar as pessoas: ter um resgate de sabores e com certeza ter um contato com os nossos animais — explica Rafaela.
Com informações de GZH

