Com a proximidade das festas de fim de ano, cresce a preocupação de famílias e profissionais da saúde com os efeitos do excesso de barulho, especialmente provocado pelo uso de fogos de artifício. Mesmo com legislação que restringe esse tipo de prática, o ruído intenso ainda é frequente nesse período e pode comprometer o bem-estar de autistas, idosos, pessoas com deficiência, indivíduos com mobilidade reduzida e também dos animais. Em entrevista ao JM, a fonoaudióloga Tainara Milbradt Weich Wagner alerta que o impacto dos fogos vai além do desconforto momentâneo. Segundo ela, o estampido pode atingir até 150 decibéis, nível superior ao ruído de uma turbina de avião, representando um risco elevado de trauma acústico e até de perda auditiva permanente, especialmente para quem está próximo do local da explosão. Não é incomum, conforme a profissional, que pacientes procurem atendimento no início do ano com queixas de zumbido, tontura ou sensação de ouvido tampado após as comemorações.
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