A corrida eleitoral pela presidência do Internacional coloca os candidatos Roberto Melo, José Alfredo Amarante e Leonardo Aquino diante de uma grave crise financeira e esportiva. Com o primeiro turno marcado para 9 de novembro entre os conselheiros e o segundo para 12 de dezembro com os associados, a próxima administração herdará uma dívida projetada para ultrapassar R$ 1 bilhão. O balancete de janeiro a julho apontou um resultado negativo de R$ 160,1 milhões, superando a previsão orçamentária.
Além do déficit acumulado e da dependência de apoios externos para saldar compromissos recentes, o clube enfrenta dois transfer bans na Fifa que somam cerca de R$ 4,1 milhões, além de outras cinco ações em tramitação que podem elevar as restrições para R$ 38 milhões. A situação é agravada pelo risco de rebaixamento para a Série B, o que provocaria uma retração drástica nas receitas de televisão — atualmente em torno de R$ 180 milhões —, criando um cenário de extrema pressão para a gestão que assumirá em janeiro.

