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segunda-feira, julho 20, 2026

Diesel caro desestimula cultivo de trigo no Estado

Assim como no ano passado, os agricultores gaúchos deverão semear menos trigo em 2026. Diante do aumento do custo de produção, a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (FecoAgro-RS) estima que a área plantada com o cereal na próxima safra de inverno diminuirá em torno de 15% em relação ao ciclo anterior, quando a triticultura ocupou cerca de 1,15 milhão de hectares. O recuo é motivado, principalmente, pela disparada dos preços do óleo diesel e dos fertilizantes desde o início do conflito no Oriente Médio. Segundo o presidente da FecoAgro-RS, Adriano Borghetti, a guerra no Irã agravou um cenário que, na safra de 2025, já não se desenhava favorável para a lavoura de trigo. Na época, a relação de troca – volume de grãos necessário para a compra de uma tonelada de adubo – era calculada em torno de 50 sacas por hectare. “Não era ideal, mas se conseguia plantar um hectare de trigo. Hoje passa para 67 sacas de trigo o custo de produção, devido a esse aumento de diesel e fertilizante, principalmente”, explica. 

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