O calendário eleitoral, o cenário de endividamentos das famílias e os problemas estruturais que afetam as finanças públicas devem fazer com que as perspectivas econômicas para o segundo semestre sejam mais comedidas. Em entrevista ao JM, o analista de mercado Argemiro Brum avalia que, no Estado e na região Noroeste, o cenário não é muito diferente, já que ainda existe uma dependência significativa do setor primário, especialmente do agronegócio. Segundo Brum, um dos fatores que explica as perspectivas econômicas não tão positivas para a região diz respeito às sucessivas perdas provocadas por eventos climáticos que, aliadas ao aumento dos custos de produção e às dificuldades de acesso ao crédito, agravaram ainda mais a situação financeira dos produtores rurais.

