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terça-feira, junho 18, 2024

Brasileiro está cada vez mais endividado

Dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC) sobre a tomada de crédito no País mostram que a taxa de inadimplência está subindo, enquanto a fatia da renda que famílias brasileiras destinam ao pagamento de dívidas bateu em 28,7%, o patamar mais alto desde 2005, início da série. Os indicadores em alta dificultam o crescimento da economia, por reduzir a capacidade de consumo das famílias.

Não à toa, a equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva vem trabalhando num programa de renegociação de dívidas, o Desenrola Brasil. O projeto ainda é incipiente, mas a ideia é focar nas famílias mais pobres — podendo ser voltado a quem ganha até três salários mínimos — e incluir, além de contas de água, luz e outros serviços, redes de varejo e bancos.

Este ano deverá ser o segundo seguido em que a maior fatia da segunda parcela do 13º salário, paga em dezembro, será usada para a quitação de dívidas, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Até 2020, a principal parcela desses recursos ia para o consumo.

No médio e longo prazo, o desafio vai aumentar com a previsão de desaceleração da atividade econômica — a projeção é de próxima de 0,7% —e taxa de juros nas alturas (13,75% ao ano), ainda que o mercado de trabalho dê sinais de retomada. “Com alta taxa de juros e nível de comprometimento da renda, famílias têm de destinar percentual maior de seus recursos ao pagamento de dívidas”, destaca Fabio Bentes, economista-chefe da CNC.

*A notícia completa está na versão impressa do Jornal da Manhã.

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