Levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) referente aos meses de julho e agosto aponta que os danos econômicos provocados pelo fenômeno El Niño ultrapassaram R$ 8,2 bilhões no território nacional. Os prejuízos concentram-se majoritariamente no setor privado, com perdas de R$ 6,5 bilhões, seguidos por R$ 1,6 bilhão no setor público e R$ 182,8 milhões em danos habitacionais. A agricultura foi a atividade mais atingida no país, somando R$ 4,16 bilhões em prejuízos, enquanto as regiões Nordeste e Sudeste lideraram o acumulado financeiro de perdas.
Na Região Sul, o impacto econômico atingiu R$ 1,2 bilhão em decorrência do maior volume e variedade de eventos climáticos severos no período. Paralelamente às perdas materiais, o boletim registra 4,7 milhões de pessoas afetadas e 49 mil desalojadas ou desabrigadas em 641 municípios brasileiros. Diante das projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que indicam alta probabilidade de intensificação do fenômeno nos próximos meses, a CNM reforça o alerta sobre a morosidade nos repasses de verbas federais da Defesa Civil para a recuperação e suporte técnico direto às prefeituras.

