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terça-feira, junho 18, 2024

Biblioteca Pública de Ijuí está entrando em processo de renovação

Ainda que os processos de digitalização da leitura imponham determinada praticidade cotidiana, há quem não abra mão das particularidades proporcionadas pelos livros físicos. Bibliotecas são, para muitos leitores, espaços de lazer, de descanso mental e de troca de conhecimento.
Fundada em 27 de setembro de 1938, sob a gestão do prefeito Emílio Buhrer, a Biblioteca Pública Ademar Campos Bindé ainda é a escolha de alguns ijuienses que buscam pelas vivências das páginas impressas. Com um acervo de mais de vinte mil exemplares onde constam livros, gibis, enciclopédias e jornais, o espaço é digno de uma boa história a ser contada.
Inicialmente, ela foi instalada no Salão Nobre da prefeitura. A coletânea de 1.500 exemplares era timidamente significativa. Além de obras literárias, jornais e revistas, como o Diário de Notícias e O Cruzeiro, também integravam o conjunto de publicações. Com o passar do tempo e o aumento de público, o espaço foi transferido, em 1974, para as dependências do Colégio Sagrado Coração de Jesus, onde funcionava a Secretaria Municipal de Educação. O órgão ganhou mais duas funcionárias para auxiliar no atendimento ao público – até então, somente uma pessoa era responsável pelo trabalho no acervo. Cinco anos depois, o atual prédio da Biblioteca – onde funciona a Câmara de Vereadores, foi erguido, passando a abrigar definitivamente o espaço. Além de um novo local, as melhorias instauraram o concurso público e os cargos obrigatórios de bibliotecários.
Em 2021, o nome de Ademar Campos Bindé foi incorporado ao da Biblioteca Pública em ato proposto pelo Legislativo ijuiense. Bindé, falecido em 2020, foi jornalista, com passagem pelo grupo Jornal da Manhã, Correio Serrano e jornal Cidade, e um dos fundadores do Círculo de Escritores Letra Fora da Gaveta e da Associação de Amigos do Museu Antropológico Diretor Pestana. Foi patrono das Feiras do Livro de 2005, e dois anos antes, recebeu o título de Cidadão Ijuiense.
Mais do que proteger e preservar obras literárias e históricas, a Biblioteca fomenta experiências e momentos de partilha, que vão desde encontros de pesquisadores aos saraus literários organizados em conjunto com o Círculo dos Escritores. Para a professora Vera Raddatz, integrante do Círculo dos escritores, tanto o Círculo quanto a Biblioteca são “agentes culturais de estímulo à leitura”, e a aproximação entre ambos representa um ganho para a comunidade.

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