O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça decidiu desligar-se da sociedade do Instituto Iter, escola de cursos jurídicos fundada por ele há dois anos. A instituição será convertida em uma entidade sem fins lucrativos, e o magistrado cederá a totalidade de suas cotas aos demais sócios, condicionando que eventuais valores sejam destinados exclusivamente a finalidades sociais e educacionais. A decisão, segundo interlocutores, foi adotada para evitar controvérsias em relação à sua atuação pública.
A saída ocorre em meio a questionamentos sobre contratos firmados pelo instituto com governos, prefeituras e empresas privadas, sob alegações de possível conflito de interesses. O ministro e a assessoria da entidade contestam as acusações de favorecimento, afirmando que a empresa nunca distribuiu lucros e que a parcela devida à sua família já era direcionada ao dízimo e a projetos sociais. Recentemente, a instituição também havia obtido autorização do Ministério da Educação para ofertar cursos de pós-graduação.

