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quinta-feira, abril 18, 2024

Ainda sabemos, queremos, e conseguimos dialogar?

O exercício do diálogo é tão antigo quanto a própria existência humana, tão fundamental quanto desafiador de ser praticado, porque não se dá no plano individual, mas expõe nossa incapacidade de vivermos sozinhos e nossa dependência com relação ao outro. É dialogando que fortalecemos nossos vínculos, compartilhamos experiências e ideias, e construímos as condições de nossa sobrevivência coletiva.
Em nosso momento histórico, seja sobre temas polêmicos, seja sobre temas cotidianos, a cada dia nossa capacidade de dialogar é colocada em xeque: ainda sabemos, estamos dispostos e conseguimos dialogar? Se pensamos que sim, importa retomarmos alguns elementos fundamentais para a existência de diálogos.
O primeiro deles, é uma lição sábia que há muito ouvia da minha vó: se temos dois ouvidos e uma boca, é porque devemos ouvir duas vezes mais do que falar. Para que um diálogo seja possível, devemos estar dispostos a fazer os dois. Ouvir tanto ou mais do que falar.
Mas não basta ouvir, porque mais do que o ato sensorial de captar sons, o diálogo pressupõe escuta. Escutar, significa estar disponível, receptivo e atento ao outro e à sua mensagem, mesmo que ela não nos seja tão agradável. Estar comprometido, requer não julgar e não transformar o diálogo em um campo de batalha: não há vencedores ou perdedores. Quando uma parte “perde” um diálogo, perdemos todos.
Num mundo de tantas distrações e ruídos, praticar o hábito da escuta pode ser um diferencial: comece hoje, desligando o celular, esquecendo as demais distrações do cotidiano e escutando atentamente a quem você valoriza. O resultado pode te surpreender.

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