O futebol feminino registrou um salto significativo no mercado internacional de transferências durante a janela do meio do ano, somando 1.406 jogadoras negociadas. O volume de transações representa uma alta de 19% em relação ao mesmo período do ano anterior e consolida o terceiro ano consecutivo em que a modalidade supera a marca de mil movimentações internacionais. Em termos financeiros, as transações mais do que dobraram de valor, saltando de US$ 12,3 milhões para o patamar recorde de US$ 28,6 milhões (aproximadamente R$ 146 milhões). Um dos destaques globais foi a transferência da atacante brasileira Kerolin, negociada pelo Manchester City com o Barcelona por cerca de US$ 1,7 milhão (R$ 8,7 milhões).
Apesar do crescimento financeiro global e da proximidade da próxima Copa do Mundo Feminina sediada no país, o Brasil teve participação tímida como exportador. O mercado nacional registrou a saída de 20 atletas — figurando na 20ª colocação em número de jogadoras transferidas —, com destinos concentrados em centros com pouca tradição futebolística, a exemplo de Israel (5), Portugal (3), Arábia Saudita (2), Albânia (2) e Macedônia do Norte (2). Em arrecadação, o Brasil ocupou o 11º lugar global ao faturar US$ 748 mil (R$ 3,8 milhões), marca recorde para o país em uma única janela. No fluxo inverso, o futebol brasileiro manteve investimentos módicos, gastando apenas US$ 39,9 mil (R$ 204,6 mil) na contratação de atletas atuantes no exterior.
A Europa manteve a hegemonia financeira e operacional da janela. A Inglaterra liderou o ranking em volume de negócios, registrando a contratação de 125 atletas estrangeiras e a saída de 95 jogadoras, com movimentação de US$ 7,95 milhões em compras e US$ 3,97 milhões em vendas. Na vice-liderança das exportações em volume aparece os Estados Unidos (94 jogadoras), seguidos por Itália (80), Alemanha (78) e Espanha (76). Contudo, a maior arrecadação em vendas ficou com a Suécia, que faturou US$ 4,19 milhões com a negociação de 30 atletas. Fora do continente europeu, os EUA destacaram-se com US$ 1,32 milhão arrecadado, enquanto a Colômbia liderou o faturamento na América do Sul ao somar US$ 20,4 mil.

