Assim como no ano passado, os agricultores gaúchos deverão semear menos trigo em 2026. Diante do aumento do custo de produção, a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (FecoAgro-RS) estima que a área plantada com o cereal na próxima safra de inverno diminuirá em torno de 15% em relação ao ciclo anterior, quando a triticultura ocupou cerca de 1,15 milhão de hectares. O recuo é motivado, principalmente, pela disparada dos preços do óleo diesel e dos fertilizantes desde o início do conflito no Oriente Médio. Segundo o presidente da FecoAgro-RS, Adriano Borghetti, a guerra no Irã agravou um cenário que, na safra de 2025, já não se desenhava favorável para a lavoura de trigo. Na época, a relação de troca – volume de grãos necessário para a compra de uma tonelada de adubo – era calculada em torno de 50 sacas por hectare. “Não era ideal, mas se conseguia plantar um hectare de trigo. Hoje passa para 67 sacas de trigo o custo de produção, devido a esse aumento de diesel e fertilizante, principalmente”, explica.
Diesel caro desestimula cultivo de trigo no Estado

