Boletim divulgado pela Vigilância Epidemiológica do Rio Grande do Sul aponta dados preocupantes sobre a circulação de vírus respiratórios no estado. Até a primeira quinzena de junho, foram registradas 7.757 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo que 26,4% dos casos demandaram internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ao todo, 591 pessoas morreram em decorrência da doença, das quais 213 por Influenza. A maioria dos óbitos por gripe – 94%, e das hospitalizações – 92%, ocorreu entre pessoas que não haviam recebido a vacina contra o vírus.
Na área da 17ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), que abrange 20 municípios do noroeste, foram 204 hospitalizações por SRAG, com 33,8% dos pacientes precisando de UTI. A região já contabiliza 21 mortes, sendo nove por Influenza e três por Covid-19. Entre os óbitos, 85,7% ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais. Todos os nove mortos por Influenza pertenciam a grupos de risco com recomendação para vacinação e não tinham registro da dose referente à campanha 2025.
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