Descentralização e desconcentração foram as duas palavras usadas ontem pelo presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, na abertura da 26ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em Brasília.
Os dois termos, usados pelo presidente da Confederação, fazem referência à descentralização das competências, transferidas às prefeituras por meio da execução dos programas federais; e à desconcentração dos recursos, cada vez mais concentrados no governo federal.
Ziulkoski mencionou ainda os custos colocados na saúde, em que toda a despesa pública foi de R$ 1,2 trilhão, entre 2020 a 2024, e 58% deste montante saiu dos cofres municipais.
O líder municipalista também alertou para a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação às creches. E comentou o caso de Almirante Tamandaré (RS), que tem 3 mil crianças na fila de espera, sendo necessário construir 30 creches, no mínimo, para cada 100 crianças. O piso dos professores também entra na lista de projetos aprovados em Brasília que causam problemas graves nos Municípios, aponta Ziulkoski.
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