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quarta-feira, abril 17, 2024

60% das rodovias estão em condições ruins

Desde 1995, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) percorre as rodovias do Brasil para registrar as condições de segurança e infraestrutura. Segundo os números, 2022 foi o pior ano de todos. Dos 110.333 quilômetros avaliados, 66% foram classificados como Regular, Ruim ou Péssimo. Em 2021, esse percentual era de 61,8%.

Pela primeira vez na série histórica da pesquisa, menos de 10% do pavimento foi classificado como perfeito, o que mostra que as rodovias brasileiras, sobretudo federais e estaduais públicas, chegaram a um estado crítico. “São rodovias em operação há mais de 50 anos e que não receberam a devida manutenção. Esse é um indicativo de que existe uma grande depreciação do sistema rodoviário do país. O problema está acelerado e acarreta crescimento dos custos adicionais para os transportadores”, afirma o diretor executivo da CNT, Bruno Batista.

Em 2022 foi registrada uma piora significativa na classificação ‘Pavimento’ em relação ao resultado de 2021. A CNT identificou que 55,5% (61.311 quilômetros) da extensão encontram-se em estado Regular, Ruim ou Péssimo, 3,3% pior do que em 2021. Para a ‘Sinalização’, 60,7% (66.985 quilômetros) foram considerados deficientes (Regular, Ruim ou Péssimo), e para ‘Geometria da Via’, esse valor corresponde a 63,9% (70.445 quilômetros).

Os resultados da Pesquisa CNT de Rodovias 2022 demonstram a urgência da estruturação de ações voltadas à melhoria das rodovias brasileiras. Afinal, mais de 95% das viagens de passageiros e 65% da movimentação de cargas no Brasil são feitas por rodovias.

O Grupo JM já explicou em outras ocasiões como as estradas precárias deixam a comida mais cara e atrasam o agronegócio do Brasil.

E, de acordo com o relatório, a situação não melhora. As condições ruins do pavimento geram um custo desnecessário de R$ 1,072 bilhão com litros de diesel, o que equivale a um gasto extra de R$ 4,89 bilhões para os caminhões das empresas do transporte rodoviário de cargas.

Segundo dados da pesquisa, o asfalto é tão ruim que as fabricantes até precisam colocar suspensão militar nos caminhões brasileiros.

Antes de ser lançado no Brasil, o caminhão passa por intensos treinamentos práticos em pista de teste e em situações reais do dia a dia. Os solos irregulares provocam vibrações por um longo período nos veículos, o que compromete muito a parte mecânica.

*A notícia completa está na versão impressa do Jornal da Manhã.

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