O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (6 de outubro de 2026) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste a respeito do pedido formulado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para restabelecer as visitas de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em petição protocolada na segunda-feira (5), um dia após o primeiro turno das eleições, os advogados sustentaram que a manutenção de um regime restritivo de visitas não se mostra mais necessária, requerendo a autorização para uma única visita de natureza estritamente familiar.
A proibição havia sido imposta por Moraes em 13 de julho, com validade de 90 dias (com término previsto para 11 de outubro), após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai na qual era apontado como “porta-voz”. Para o magistrado, o episódio configurou descumprimento da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de utilizar redes sociais de forma direta ou por intermédio de terceiros. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos de prisão e, desde março, encontra-se em prisão domiciliar, com restrições severas de visitas e uso de plataformas digitais. O cenário político atual é marcado pelo fortalecimento de Flávio Bolsonaro, que avançou ao segundo turno da corrida presidencial com mais de 47% dos votos válidos contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

