A partir de 2027, o Senado Federal contará com pelo menos 49 congressistas defensores do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme levantamento recente. Embora o número fique cinco votos abaixo do quórum mínimo de 54 exigido para aprovar o afastamento de magistrados, a nova configuração da Casa reflete um avanço significativo da base oposicionista e bolsonarista após as eleições deste domingo (4). O montante é composto por 14 senadores que já cumpriam mandato e outros 35 eleitos no pleito, entre os quais destacam-se nomes expressivos apoiados pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), responsável por emplacar 60% de seus aliados na disputa.
Com a vitória expressiva nas urnas, o Partido Liberal (PL) assegurará a maior bancada da Casa, totalizando 28 senadores — sendo 19 eleitos neste ciclo —, ficando consideravelmente à frente do PT, que somará nove cadeiras. Paralelamente, o grupo político articula nos bastidores a sucessão do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), cotando nomes como Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) para a mesa diretora. A pauta do impeachment, antes restrita à ala mais radical, ganhou tração e adesão ampliada na esteira de revelações envolvendo conexões de magistrados com investigações financeiras da Polícia Federal, tensionando ainda mais a relação entre o Legislativo e o Judiciário.

