A forte tempestade que atingiu a região das Missões e o Noroeste gaúcho na madrugada desta terça-feira (29) foi provocada por uma supercélula associada a um ciclone extratropical e a uma frente fria. De acordo com o meteorologista Murilo Lopes, da UFSM, a intensificação do aporte de umidade a partir de um sistema formado sobre o Uruguai intensificou a instabilidade. Já o especialista Bruno Zanetti, da Climatempo, destacou que a gravidade do episódio se deu pela intensidade dos ventos — estimados em mais de 100 km/h com base nos estragos — e pela queda de granizo.
O último boletim da Defesa Civil, divulgado às 8h30min, aponta que pelo menos cinco municípios registraram danos materiais e cerca de 5 mil pessoas foram afetadas. Santo Antônio das Missões e São Luiz Gonzaga contabilizaram 3 mil e 2 mil afetados, respectivamente, além de quedas de árvores e postes. Catuípe registrou 200 casas danificadas, Panambi teve 50 residências destelhadas e alagamentos, e Palmeira das Missões reportou 50 casas destelhadas e quatro escolas atingidas. Embora o sistema tenha apresentado características de supercélula, órgãos de proteção afirmam que ainda não há evidências suficientes para confirmar a ocorrência de tornados ou microexplosões.

