O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, declarou nesta quarta-feira (23) que a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas por países estrangeiros é uma discussão secundária, focada em aspectos técnicos e nomenclaturas. Em evento de entrega de equipamentos para a segurança prisional no Rio de Janeiro, o ministro defendeu que o foco prioritário do Estado deve ser a efetividade das ações de combate ao crime organizado e a entrega de respostas rigorosas à população.
A fala ocorreu após o bloco de nações Escudo das Américas comunicar adesão à medida dos Estados Unidos, que designou grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sob o rótulo de terroristas. Integrantes do governo apontam que a medida não altera as operações de segurança brasileiras nem a cooperação internacional, ressaltando ainda que a Lei Antifacção nacional já garante instrumentos jurídicos e punitivos mais severos do que a própria Lei Antiterrorismo para o enfrentamento dessas organizações no país.

