Novos diálogos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um interlocutor apontado como o ministro Alexandre de Moraes geraram um impasse inédito e ameaçam reconfigurar as alianças no Supremo Tribunal Federal (STF). Para evitar o agravamento da crise institucional, o presidente do STF, Edson Fachin, foi aconselhado a adiar a análise do processo que decidirá sobre a abertura de investigação formal contra Moraes ou a anulação das decisões do relator do caso do Banco Master, André Mendonça.
O julgamento do relatório da Polícia Federal deverá ocorrer com quórum reduzido de oito magistrados, já que Moraes está diretamente implicado, Dias Toffoli declarou suspeição e a corte conta com uma cadeira vaga. Enquanto ministros como Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin criticam a condução de Mendonça e contam com o apoio da Procuradoria-Geral da República, o entorno do relator defende a transparência das apurações. Fachin estuda realizar uma reunião privada com os integrantes da corte para buscar uma saída institucional antes de levar a matéria ao plenário.

