O comércio na internet e a importação de procedência duvidosa de medicamentos injetáveis para obesidade, como as substâncias análogas de GLP-1 e GIP (semaglutida, liraglutida e tirzepatida), acenderam um alerta de saúde pública no país. A prática do uso por conta própria atinge desde adultos e adolescentes até crianças com quadros sem indicação médica, motivada principalmente pelo estigma social em relação ao excesso de peso.
Especialistas ressaltam que tais substâncias são tratamentos legítimos para a obesidade — reconhecida como doença crônica de base biológica —, atuando na redução do apetite e no aumento da saciedade. No entanto, o uso seguro exige diagnóstico preciso, prescrição adequada, comprovação da origem do produto e acompanhamento profissional constante, sob o risco de graves danos à saúde decorrentes do contrabando e da ausência de orientação médica.

