A pouco mais de um mês do primeiro turno das eleições, o eleitor pendular, aquele cuja preferência oscila entre os candidatos, segue indeciso sobre qual deles escolher para presidente. É isso o que mostra um estudo qualitativo feito semanalmente desde maio com entrevistados desse perfil. O instituto Democracia em Xeque já produziu 15 rodadas do estudo, feito por meio de entrevistas aprofundadas com minigrupos de três participantes em cada. A partir de análises de pesquisas da Quaest, o diretor do Democracia em Xeque e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Beto Vasques, estima Beto Vasques que o eleitor pendular, capaz de decidir o resultado, corresponde a cerca de 5% do eleitorado. Esse eleitor, ele afirma, tem vontade de votar, não rejeita nenhum lado e não tem identidade política fixa. “É um eleitor que pode oscilar para um lado ou para o outro”, diz.

