A abertura do mercado livre de energia para todos os consumidores brasileiros segue em discussão e ainda depende de definições da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em entrevista ao JM, o presidente da Ceriluz Distribuição, Guilherme Schmidt de Pauli, explica que a ampliação do modelo exige maior segurança regulatória diante da crise enfrentada por comercializadoras de energia. Ele também detalha os impactos da recuperação judicial da empresa Electra sobre a cooperativa e as medidas adotadas para garantir o fornecimento aos associados. Segundo Guilherme de Pauli, o mercado livre já permite que consumidores atendidos em alta tensão escolham de quem comprar energia, enquanto a distribuição continua sendo responsabilidade da concessionária local. A expectativa era de que esse modelo fosse ampliado para os consumidores de baixa tensão, mas o cenário mudou diante das dificuldades financeiras enfrentadas por empresas do setor.

