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segunda-feira, julho 6, 2026

Hábitos de consumo que vão e voltam

Quem tem mais de 35 anos, certamente já experimentou algum dia a emoção de colecionar figurinhas e álbuns de campeonatos de futebol. Nas décadas de 1960 a 1990, eles foram uma febre da cultura de consumo e, agora, estão de volta, algo que a maioria de nós não seria capaz de prever. Desapareceram com a cultura do digital e a experiência vivida transportada para o virtual, na qual o papel impresso pareceu perder definitivamente o sentido. Só que renasceram. A Copa do Mundo de 2026 já chega colecionável, do jeitinho que foram os álbuns de mundiais anteriores, com todo mundo querendo conquistar a figurinha rara para completá-los. Nós erramos ao pensarmos que produtos impressos desapareceriam. O consumo cultural se alimenta de renascimentos surpreendentes. Primeiro, foram os discos de vinil, que voltaram na forte onda de colecionadores e apreciadores do som original da agulha sobre os discos. Depois, seguiram-se outras ondas de nostalgia, da moda de vestir a todo tipo de hábitos que havíamos deixado de fora no nosso dia a dia, como o dos livros lidos na mão e não só na tela, ou da cultura de voltar a ler jornais impressos no café da manhã e a escutar rádio, que achamos, aliás, que desapareceria com o surgimento da internet. 

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