Municípios do interior gaúcho que lideram a produção de soja, milho e outras commodities agrícolas convivem com um paradoxo: apesar da riqueza gerada no campo, grande parte do valor econômico acaba deixando essas regiões antes de se transformar em emprego, arrecadação e diversificação produtiva local. O cenário se repete em cidades de forte perfil agropecuário, onde o setor primário sustenta a economia, mas ainda convive com baixa industrialização e limitações logísticas. Para o coordenador do Centro Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) da Unijuí, Argemiro Luís Brum, existe uma diferença importante entre crescimento econômico e desenvolvimento regional. “Crescer não é sinônimo de desenvolvimento”, afirma o economista.

