O aumento no preço dos combustíveis, impulsionado pela crise internacional envolvendo Estados Unidos e Irã, já começa a impactar diretamente a economia e o bolso dos gaúchos. No Rio Grande do Sul, o valor médio do diesel passou de R$ 6,23 para R$ 7,53 em apenas um mês, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O reflexo da alta vai além dos postos de combustíveis. Como cerca de 85% da produção gaúcha depende do transporte rodoviário, o encarecimento do diesel eleva os custos do frete, da logística e de diversos insumos utilizados pelo setor de transportes, como pneus, lubrificantes e recapagens.
A consequência já chega aos supermercados, com aumento no preço dos alimentos e redução do poder de compra da população. Consumidores relatam dificuldades para manter o orçamento diante da escalada dos preços.
Para tentar amenizar os impactos, o governo federal publicou uma Medida Provisória prevendo subsídio temporário aos combustíveis, com possibilidade de redução entre 40 e 45 centavos por litro na gasolina. No entanto, representantes do setor alertam que o repasse do desconto dependerá dos custos praticados pelas distribuidoras e postos revendedores.

