O lançamento da Expodireto Cotrijal 2026, realizado na manhã de ontem, antecipou o tom de uma edição marcada menos pela euforia dos negócios e mais pela busca de respostas a um cenário de forte pressão financeira e climática sobre o agronegócio gaúcho. Consolidada como um dos principais palcos de debate do setor no Brasil e na América Latina, a feira, que será realizada de 9 a 13 de março, em NãoMe-Toque, surge como espaço estratégico para discutir crédito, endividamento, seguro rural e inserção internacional da produção, temas que hoje condicionam a capacidade de permanência do produtor no campo. Durante a coletiva, o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, apontou o endividamento rural como um dos principais fatores de preocupação para 2026. Ele destacou que a sucessão de estiagens nos últimos anos comprometeu a renda no campo, reduziu a capacidade de pagamento e dificultou a manutenção do fluxo normal de investimentos.

