O município de Ijuí ainda possui alguns artesãos que participaram das primeiras feiras e seguem na ativa, como é o caso de Rodolfo Gartner e Carlos Guterres, que falaram sobre as primeiras feiras que aconteciam em Ijuí, em entrevista ao JM. De acordo com Carlos Guterres, “na época não tinha o pavilhão para o artesanato; naquele tempo os boxes eram os estábulos de ordenha, os bretes das vacas, cedidas pelo Imeab e com lona da Cotrijui para cobrir. O piso era de pedra brita solta, passamos uma mão de cal e estava tudo certo, ninguém reclamou”. O que faltava era uma coordenação para fazer a feira, pois o material humano estava todo ali. As melhorias começaram a surgir a partir da quinta edição da feira. Para a feira, Guterres trouxe peças que há mais de 30 anos ele não fazia, mas que voltou a confeccionar que eram recordações da família Müller, vindas da Áustria, cabides com espelho, carretinhas. Rodolfo Gartner, também um antigo artesão de Ijuí, participante da feira desde 1995, comenta que a Associação dos Artesãos de Ijuí (Adai), surgiu um pouco antes da primeira ExpoIjuí (hoje Expofest), em 1981, pois havia a necessidade de ter um CNPJ para participar. Rodolfo fala que a infraestrutura da feira melhorou muito, “dá para elogiar esse pavilhão que o município investiu na época porque acreditou e acredita no artesanato para atrair turistas” disse o Artesão Rodolfo Gartner.
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