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Ijuí
quinta-feira, setembro 3, 2026

Fiscalização é desafio da proteção animal em Ijuí

Em Ijuí, o cuidado com os animais em situação de vulnerabilidade é sustentado por uma rede que une poder público e sociedade civil. De um lado, a Coordenadoria de Proteção Animal (CPA), vinculada à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), oferece atendimento veterinário gratuito, castrações, microchipagem e fornecimento de ração e medicamentos. Do outro, ONGs e protetores independente se mobilizam, sem remuneração, para resgatar, abrigar e encaminhar animais para adoção responsável. Apesar dos avanços, o elo entre esses dois setores ainda precisa ser fortalecido para que os esforços não se percam na falta de integração.

De acordo com Mateus Hoffmeister de Freitas, coordenador da CPA, o programa municipal oferece um dos atendimentos emergenciais mais eficientes do país. Todos os animais que chegam até o órgão — por denúncia, resgate ou indicação de protetores — têm acesso a castração, microchipagem, atendimento veterinário, alimentação e medicação.

O município, no entanto, não possui um canil ou espaço físico para abrigar animais. Com isso, a responsabilidade pelo acolhimento recai sobre lares temporários voluntários, geralmente disponibilizados por munícipes que não necessariamente fazem parte da causa animal. “As ONGs recebem suporte do município, mas muitas vezes não acolhem os animais resgatados pela CPA”, aponta Freitas. A solução definitiva, segundo ele, seria a criação de uma Casa de Passagem Municipal, atualmente em fase de projeto, que serviria como abrigo temporário para animais em pós-operatório ou com necessidade de contenção.

A Associação Focinhos de Luz, uma das mais antigas da cidade, atua exclusivamente com voluntários e doações. Segundo Patrícia Regina Goi Miranda, diretora da entidade, o foco está na prevenção, castrações, adoções responsáveis e mapeamento de áreas de risco. “Por mês, recebemos mais de 30 denúncias de maus-tratos, abandono e dificuldade de atendimento veterinário. Temos uma boa média de adoções, mas a demanda é muito maior do que conseguimos absorver.”

A notícia completa está na versão impressa do Jornal da Manhã.

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