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sábado, fevereiro 4, 2023

Estiagem já afeta rios e lavouras da região

Mesmo com o bom volume de chuva que caiu na tarde de ontem em Ijuí, a situação envolvendo a estiagem segue causando temor das entidades ligadas à agricultura e à pecuária em toda a região. Diversas culturas estão sofrendo com a precipitação irregular, o que afeta, principalmente, as lavouras de milho e a produção de leite. Em Ijuí, hoje deve ser decretada a situação de emergência, o que pode ajudar a cobrir as perdas dos agricultores que já sentem os efeitos da estiagem. As perdas, até o momento, estão estimadas em R$ 115 milhões.

Em relação ao nível dos rios, há alertas tanto quanto ao rio Ijuí, e ao rio Potiribu. Em virtude da falta de chuva o leito baixou, e em partes é possível ver o lodo que se formou após a água diminuir. Na Linha 4 Leste, interior de Ijuí, o cenário é um pouco mais preocupante, uma vez que é possível ver poucos locais cobertos pela água. Neste ponto, existe a captação de água pela Corsan. Segundo João Vitor Buratti, da Emater local, a última chuva com precipitação grande ocorreu no dia 2 de janeiro quando o município registrou 45 milímetros (mm). Buratti esclarece que, embora vários pontos chegaram a esse percentual, outros tiveram precipitação de 10 mm a 45mm, variando conforme a posição geográfica. No Distrito de Santana, por exemplo, no mesmo dia, foram registrados 28 mm.

No Estado, o número de bacias hidrográficas gaúchas em alerta devido ao baixo nível dos rios está em 13, conforme monitoramento da Sala de Situação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).

As bacias em alerta são Taquari-Antas, Caí, Sinos, Gravataí, Baixo-Jacuí, Guaíba, Apuaê-Inhandava, Ijuí, Ibicuí, Negro, Uruguai, Santa Maria e Camaquã.

O prognóstico meteorológico divulgado pela Sema prevê volumes pouco expressivos de chuva entre quinta e sexta-feira.

Na região, a estiagem está sendo prejudicial em praticamente todos os municípios. Em Bozano, por exemplo, há grandes perdas na produção de milho, com prejuízo de até 100%, em muitas lavouras. E a redução na produção de leite chega a 60%, conforme a Emater. No município, há perspectiva de fazer uma reunião nesta semana para encaminhar o decreto de emergência.

Conforme o secretário de Obras e Agricultura, Adilson Sandri, a seca tem se aprofundado bastante nas últimas semanas, causando, inclusive, o desabastecimento de bebedouros. “Estamos auxiliando um pouco os produtores.

Tem um lado do município que choveu mais, que a situação está melhor, em especial na situação das plantas. Em outro ponto, onde deu uma chuva mais consistente, a produção de milho deu bastante problema. A soja ainda está tranquila, mas se não chover a situação fica bem preocupante. A questão dos abastecedouros e vertentes precisa de mais chuva, para retomar à normalidade.”

*A notícia completa está na versão impressa do Jornal da Manhã.

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