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quarta-feira, dezembro 7, 2022

ELEIÇÕES E O QUE PODERÁ VIR

Passadas as eleições presidenciais, assim como foram as demais desde o retorno do voto direto no País, em 1989, agora é continuar trabalhando em favor de toda a Nação, exaltando o princípio democrático do processo. Na área econômica, os desafios são imensos. Como sempre, há coisas boas a serem mantidas e coisas ruins a serem corrigidas. Neste último caso, continua o grave problema do déficit fiscal brasileiro. Especialmente porque o mesmo aumentou muito com a pandemia e com os gastos eleitorais. É preciso, agora, uma ação objetiva para se iniciar um ajuste consistente em relação ao mesmo. Neste sentido, o Presidente eleito precisa urgentemente definir sua equipe econômica de maneira que ofereça segurança ao mercado, sem esquecer as necessidades da Nação. A dúvida é se teremos um governo Lula 1 (2003-2006) ou Lula 2 (2007-2010). Em sendo o primeiro, um ministro da Economia monetarista, que cuide das contas públicas adequadamente, deverá ser o escolhido, encaminhando a governabilidade. Em sendo o Lula 2, há grande risco de termos um ministro desenvolvimentista que, para avançar no social, obviamente necessário, venha a ser irresponsável no controle fiscal do País, alimentando ainda mais o que já está difícil. Nesse meio tempo, seria de extrema importância que o atual Presidente, derrotado democraticamente nas urnas, tenha a sabedoria de acalmar seus seguidores mais radicais e reconheça o resultado. Quanto mais demorar para fazê-lo, mais prejuízo trará ao País, o que não serve a ninguém. Quando os leitores estiverem lendo esta coluna, espera-se, para o bem do País, que isso tenha acontecido. Aliás, um bom governante, democrata, reconhece o resultado eleitoral ainda na noite em que o mesmo seja oficialmente divulgado, pois garantido pelas Instituições do País. Enfim, muito cuidado com os reflexos econômicos de curto prazo que poderão vir (aumento dos combustíveis, disparada cambial etc.), pois, se vierem, estarão na conta do atual governo, que construiu erroneamente tal cenário, e não em função do resultado direto da eleição. Como alertamos sempre, em economia não há almoço grátis, e um dia a conta das irresponsabilidades econômicas chega para todos. E a solução não será, jamais, colocar em dúvida o resultado democrático das eleições, mesmo que não gostemos dele.

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