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sexta-feira, dezembro 9, 2022

A MIUDEZA QUE NOS DESTRÓI

É notório que o Brasil não está crescendo de forma estrutural já faz mais de uma década. E neste momento o que está ocorrendo é um estímulo econômico, em função das eleições, que apenas aquece momentaneamente a economia. Portanto, o crescimento que temos não é sustentável, tem um custo alto, e irá atingir o país logo adiante de maneira aguda. Estamos há muitos anos sem dinamismo. E, o mais preocupante, nenhum dos candidatos à Presidência apresenta caminhos para solucionar esse grave problema. Pelo contrário: todas as ideias expostas (quando elas existem) vão no sentido de piorar o quadro, pois não há responsabilidade fiscal nelas embutida. Como se previa, a Nação está tendo que optar entre o penhasco e o abismo. Com isso, a retomada da inflação, com novos aumentos no juro básico, não pode ser descartada. E o Parlamento recentemente eleito pelos brasileiros, salvo exceções, não exala nenhuma perspectiva de que possa atuar com responsabilidade para tirar o país do atoleiro. E esta ingovernabilidade tende a continuar, qualquer que seja o Presidente eleito. Afora isso, nestes últimos tempos fomos ainda governados sem a devida noção da importância da economia externa sobre a realidade nacional. Ora, não somos uma bolha isolada. E os erros de hoje são o custo que a Nação irá pagar amanhã. A maioria dos economistas percebe isso, porém, infelizmente a população não se convence, preferindo discutir miudezas inconsequentes, deixando de lado os verdadeiros problemas nacionais. Exemplo: enquanto o mundo se prepara para mais uma recessão econômica junto aos principais países, com reflexos sobre todos os demais (o FMI alerta para o fato de que, em 2023, mais de um terço da economia global irá se retrair, incluindo os EUA, a União Europeia e a China), por aqui o governo avaliza as chamadas “bombas fiscais” que podem chegar a um total de gastos ao redor de R$ 435 bilhões (4,3% do PIB e quase sete vezes maior do que o déficit fiscal previsto no orçamento da União para o próximo ano). Não há país que não afunde em tais condições. Especialmente porque, no Brasil, não se age conforme às leis e sim se faz as leis para acomodar os interesses de uma minoria, despejando a conta e as consequências sobre o restante da sociedade.

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