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sexta-feira, dezembro 9, 2022

RAZÃO E EMOÇÃO

Estamos a poucos dias da eleição. Muitos dirão que não é “mais uma”, mas “uma das mais importantes” disputas da história. Há controvérsias. Independentemente da ideologia do analista é preciso reconhecer que descemos a ladeira em relação ao nível do ambiente que permeia o pleito atual.

A mídia credita apenas aos políticos a culpa pela baixaria em todos os ambientes, como nas ruas e no horário eleitoral que acompanho até por necessidade como jornalista. Ao longo dos últimos anos a radicalização do noticiário serviu de combustível para manter aquecida a guerra entre “a favor” e “contra”. A legislação eleitoral não permite citar nomes de candidatos e veículos de comunicação, mas o leitor sabe com nitidez de quem estou falando.

A disputa para o mais alto cargo do País – presidente da república – ofusca a importância, por exemplo, dos deputados estaduais. Mesmo com as funções reduzidas em decorrência da legislação, os parlamentares gaúchos desempenham importante função em nossas vidas. A atual legislatura, que termina em breve, foi acidentada por causa da pandemia.

Dos quatro anos de mandato, os deputados tiveram trabalho presencial apenas no primeiro. Foram dois anos de pandemia em alta e, em 2022, a Assembleia Legislativa os trabalhos foram paralisados. Situação “normal” em consequência da campanha eleitoral, interesse maior dos deputados. A maioria busca a reeleição ou disputa uma vaga na Câmara Federal.

Os enfrentamentos verbais, cena comum da disputa eleitoral, foram muito além disso com vários episódios de brigas físicas. Sem falar das redes sociais que, como na vida, têm os dois lados. Uma função – condenável – é servir de palco para provocações, ofensas, profusão de fake news e mentiras montadas por fotoshop. Por outro lado, as ferramentas digitais serviram para democratizar a informação, tirando a primazia dos veículos tradicionais de comunicação em divulgar o que lhes convinha.

Apesar do clima belicoso é preciso equilíbrio no momento do voto. Cada eleitor tem prioridades que considera inegociáveis na hora de escolher o candidato. Deve-se abstrair o bate-boca, as agressões e picuinhas pessoais para não confundir razão com emoção. Mas não é fácil.

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