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segunda-feira, outubro 3, 2022

A era do compartilhamento

Vivemos dias ricos em inovações, mudanças que vão desde o que nos rodeia no dia a dia, até o modo de pensar e entender as relações com as pessoas e com o ambiente. A evolução da sociedade agrícola com o poder oriundo da posse de terras e produção primária, levou séculos para chegar na sociedade industrial com mais acesso a produtos transformados e domínio do capital, que por sua vez levou algumas décadas para alcançar a sociedade da informação com a produção e o compartilhamento do conhecimento, onde estamos hoje.

Os estudos e até as especulações sobre como será a próxima era marcante da sociedade gera diferentes perspectivas e uma das mais positivas é era do compartilhamento. Até onde vai e qual o nível que alcançará só o tempo dirá, mas o fato é que estamos há um bom tempo vendo um crescimento exponencial nas iniciativas geradoras de informação, conhecimento, produtos, trabalho e renda de forma colaborativa e compartilhada. O compartilhamento de caronas talvez tenha sido o fato mais impactante para despertar no maior número de pessoas, o entendimento sobre as possibilidades que a era do compartilhamento oferece. O compartilhamento de vagas de garagem/estacionamento, escritórios, roupas de festa, quartos, livros, equipamentos, máquinas, aeronaves, são os mais frequentes de uma lista enorme de serviços que está se espalhando pelo planeta.

A economia do compartilhamento está gerando uma cadeia de oportunidades e transformando o relacionamento e o conceito de clientes e fornecedores, redesenhando os modelos de negócios. Isto fica evidente nas oportunidades que crescem a cada dia e ampliam em muito o conceito de que o acesso é mais importante do que a posse, de que muitas vezes o melhor negócio é utilizar ao invés de comprar um bem e assim por diante. Ser é mais importante do que ter, e faz tempo que sabemos disso. É certo que uma motivação relevante é o fato de que os proprietários além de utilizar os seus bens, podem ter fontes de renda alternativas e complementares nos períodos em que não os utilizam.

O mais econômicos, com mais qualidade, com a receita que obtiverem do compartilhamento assim como os usuários que não necessitarão investir para acessar determinados bens, terão uma melhor qualidade de vida, com mais acesso a bens e serviços dispendendo menos recursos e podendo suprir outras de suas necessidades e desejos. Que possamos fazer novos modelos de negócios, cada vez mais compartilhados e assim melhorar a vida uns dos outros.

Um abraço e até a próxima!

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