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sexta-feira, setembro 30, 2022

Área fiscal vai desafiar governo em 2023

O Brasil vai ter uma taxa de crescimento do PIB maior do que a gente esperava no início do ano, por uma série de razões

Independente de quem seja o vencedor nas eleições presidenciais, o próximo governo terá um relevante desafio na área fiscal. A avaliação é do economista Aod Cunha.

“Este ano, o Brasil vai ter uma taxa de crescimento do PIB maior do que a gente esperava no início do ano, por uma série de razões, como uma recuperação mais rápida do mercado de trabalho e muito impulso fiscal, muita transferência de renda que o governo está fazendo”, afirmou. “Por outro lado, para o próximo ano, tem muita incerteza de novo, principalmente por esse tema fiscal. O que o próximo governo, independente de quem ganhe, vai fazer com orçamento, como vai acomodar esses gastos adicionais? O próximo ano será bem desafiador”, acrescentou.

Para a economia brasileira, Aod Cunha avaliou que, apesar de juros elevados, as expectativas de crescimento para 2022 melhoram significativamente, sobretudo por conta de mais impulso fiscal e melhora no mercado de trabalho.

Ele frisou que a inflação começou a ceder com ajuda da redução de preços de combustíveis e energia, mas os juros devem permanecer altos por mais tempo.

Sobre o Rio Grande do Sul, Cunha lembrou que o RS não é uma ilha e no longo prazo muito do seu crescimento está atrelado ao crescimento brasileiro, que tem sido bastante baixo. Em relação aos desafios de longo prazo da economia gaúcha, ele citou que o mercado consumidor local é relativamente pequeno frente às regiões Sudeste e Nordeste, como fator de atração de investimentos, tem uma demografia e geografia desfavoráveis e ainda a situação fiscal do setor público.

A alternativa, considerou Cunha, passa pelo foco em capital humano e qualidade de vida para ser um centro de exportações de bens e serviços de maior valor agregado para o país e o mundo, além de manter a sustentabilidade fiscal do setor público. “O mundo está desacelerando e vai crescer menos…o mundo todo ainda está com uma inflação muito alta, a taxa de juros ainda vai subir bastante. Não é só a guerra da Ucrânia, tem estes lockdown de novo na China, que está voltando a fechar a economia…Tudo isso projeta um crescimento mais baixo para o mundo”, disse. Ele enfatizou que a persistência de inflação elevada e expectativas de mais aumentos de juros e redução do crescimento chinês começam a desacelerar de maneira mais forte a economia global.

Neste contexto, observou, existe a discussão de que o Brasil talvez tenha “mais oportunidades nesse novo mundo, uma realocalização de cadeias produtivas”, mas alertou que para aproveitar isso é preciso fazer reformas, como tributária e administrativa, além de melhorar a qualidade da educação.

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